Sefaz recupera mais de R$ 15,8 milhões aos cofres públicos em ações no setor de comércio e e-commerce
A Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita
Estadual, recuperou mais de R$ 15,8 milhões aos cofres públicos no primeiro
trimestre de 2026. O valor, pago ou parcelado pelos contribuintes no período, é
resultado de ações de inteligência fiscal voltadas à identificação e correção
de irregularidades no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS).
As principais irregularidades identificadas na ação,
realizada pela Gerência de Fiscalização por meio da Supervisão de Comércio e
Difal, envolveram a utilização indevida de benefícios fiscais, especialmente
nas regras do Artigo 534-Z-Z-A (ZZA) e nos regimes do Programa de
Desenvolvimento e Proteção à Economia do Estado do Espírito Santo (Compete-ES),
nas modalidades Atacadista e E-Commerce. Também foram constatadas
inconsistências relacionadas ao Diferencial de Alíquota (Difal) e à apropriação
indevida de créditos de ICMS.
Na frente de auditoria do 534-ZZA, foram identificadas
empresas atacadistas que reduziam indevidamente a base de cálculo do imposto
para alcançar carga tributária de 7%, por meio da realização de operações
vedadas pela legislação.
A fiscalização empregou cruzamentos de dados para verificar
a situação cadastral dos destinatários no momento da emissão das notas fiscais,
identificando irregularidades em vendas destinadas a pessoas físicas,
consumidores finais, Microempreendedores Individuais (MEIs) e pessoas jurídicas
sem inscrição estadual. Essa atuação resultou na recuperação de mais de R$ 6,1
milhões para os cofres estaduais.
Nas auditorias do Compete-ES, foram identificadas
irregularidades nas modalidades E-Commerce e Atacadista. No Compete E-Commerce,
a fiscalização constatou a apropriação indevida de créditos em transferências
interestaduais entre filiais, erros na aplicação do benefício fiscal e a
utilização do incentivo por contribuintes já excluídos do programa.
Já no Compete Atacadista, que resultou na recuperação de
mais de R$ 6,1 milhões ao Estado, a principal irregularidade verificada foi a
apuração em desacordo com a legislação, além do não recolhimento do imposto
devido sob a sistemática do benefício.
As operações também alcançaram empresas de outras unidades
da Federação que deixaram de recolher o Diferencial de Alíquota (Difal) em
vendas destinadas a consumidores finais localizados no Espírito Santo. Além
disso, foram identificados casos de apropriação indevida de créditos de ICMS relativos
a mercadorias destinadas ao ativo imobilizado.
“O retorno efetivo
de quase R$ 16 milhões no primeiro trimestre de 2026 demonstra a eficiência e a
agilidade da nossa inteligência de dados na identificação de inconsistências e
na recuperação de valores devidos ao Estado”, destacou a supervisora da Área
Fiscal, Franciely Morais Dias.
O supervisor de Comércio e Difal, Élcio Alves de Oliveira
Neto, ressaltou o papel institucional da fiscalização na promoção da justiça
fiscal. “Nossa atuação tem como foco principal garantir a concorrência leal.
Quando identificamos e cobramos o uso indevido de benefícios fiscais, protegemos
o bom contribuinte que atua na regularidade e asseguramos que os recursos
devidos retornem aos cofres do Estado para serem aplicados em prol da
sociedade”, afirmou.
A Sefaz reforça que o trabalho da Receita Estadual é
contínuo e busca promover a conformidade tributária, orientar os contribuintes
e combater práticas de evasão fiscal.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sefaz
comunicacao@sefaz.es.gov.br