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Espírito Santo se consolida como referência nacional em excelência na gestão fiscal

Publicado em: 26/10/2026 14h06 - Atualizado em: 26/10/2026 14h07
Espírito Santo se consolida como referência nacional em excelência na gestão fiscal

O Espírito Santo segue se destacando nacionalmente pela qualidade da gestão fiscal. Dois importantes levantamentos divulgados em agosto confirmaram a posição do Estado entre os que apresentam os melhores resultados do País na administração das contas públicas. Pelo terceiro ano consecutivo, o Espírito Santo conquistou a Nota A+, classificação máxima atribuída pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Além disso, o Estado é primeiro lugar em Solidez Fiscal no Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

Os resultados refletem a continuidade de uma política de responsabilidade fiscal que combina equilíbrio das contas públicas, controle do endividamento, capacidade de investimento e transparência na gestão dos recursos. Mais do que reconhecimentos pontuais, as avaliações demonstram a consistência do desempenho fiscal capixaba ao longo dos anos.

Para o secretário de Estado da Fazenda, o auditor fiscal Benicio Costa, a manutenção desses resultados está diretamente relacionada à capacidade do Estado de investir e promover o desenvolvimento econômico e social. “O Espírito Santo se tornou referência nacional em solidez fiscal porque construiu, ao longo dos anos, uma gestão baseada em responsabilidade, planejamento e equilíbrio das contas públicas. E esse equilíbrio não é um fim em si mesmo: é o que permite ao Estado transformar recursos em investimentos que fazem diferença na vida das pessoas. É por manter as contas organizadas que conseguimos ser, proporcionalmente, o Estado que mais investe no País, ampliando nossa capacidade de entregar infraestrutura, serviços públicos e oportunidades aos capixabas”, destacou.

Nota máxima do Tesouro Nacional

Desde que a Secretaria do Tesouro Nacional instituiu a classificação A+, em 2024, o Espírito Santo alcança a nota máxima. O resultado é obtido a partir da combinação de duas avaliações: a Capacidade de Pagamento (Capag), na qual o Estado mantém Nota A há 15 anos consecutivos, e o Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, no qual também recebeu a classificação máxima em 2026.

A Capag avalia a saúde financeira de estados e municípios com base em três indicadores: endividamento, poupança corrente e liquidez. Na prática, verifica se os governos mantêm suas dívidas sob controle, conseguem equilibrar receitas e despesas e dispõem de recursos para cumprir seus compromissos. Já o Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal analisa a precisão, a consistência e a confiabilidade dos dados apresentados pelos governos. Na edição de 2026, foram avaliados 207 quesitos, 24 a mais que no levantamento anterior.

A combinação dessas duas avaliações garante ao Espírito Santo a classificação A+, que reconhece tanto a solidez financeira quanto a qualidade e a transparência das informações fiscais. Segundo o subsecretário do Tesouro Estadual, o auditor de finanças Daniel Corrêa, a manutenção da nota máxima também fortalece a credibilidade do Estado perante investidores e instituições financeiras. “É um reconhecimento que traduz a qualidade da gestão fiscal e a responsabilidade na condução dos recursos públicos”, afirmou.

A avaliação do Tesouro Nacional também confirmou o cumprimento das metas do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (PAF), que acompanha indicadores relacionados ao endividamento, às despesas com pessoal, à arrecadação, à gestão pública e à disponibilidade de recursos em caixa.

Melhor solidez fiscal do País

O reconhecimento do Tesouro Nacional se soma ao desempenho do Espírito Santo no Ranking de Competitividade dos Estados 2026. Pelo terceiro ano consecutivo, o Estado conquistou o primeiro lugar nacional no pilar Solidez Fiscal, que avalia a sustentabilidade das finanças públicas.

O levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP) considera nove indicadores relacionados à gestão financeira dos governos estaduais. O Espírito Santo alcançou a liderança nacional em três deles: Regra de Ouro, Solvência Fiscal e Poupança Corrente. Também conquistou o segundo lugar em Taxa de Investimentos e Gasto com Pessoal.

A primeira colocação em Regra de Ouro demonstra que o Estado não depende de empréstimos para financiar as despesas rotineiras da administração, preservando o endividamento para investimentos que possam gerar benefícios de longo prazo. Já a liderança em Solvência Fiscal indica que o Espírito Santo mantém um baixo comprometimento de suas receitas com dívidas, enquanto o resultado em Poupança Corrente mostra sua capacidade de manter recursos disponíveis para investimentos depois de custear as despesas necessárias ao funcionamento da administração pública.

Para o subsecretário da Receita Estadual, o auditor fiscal Thiago Venâncio, o equilíbrio das contas públicas também contribui para tornar o Espírito Santo mais atrativo para novos investimentos. “Uma gestão fiscal equilibrada transmite segurança para quem pretende investir, produzir e gerar empregos. Quando o Estado mantém suas contas organizadas, preserva capacidade de investimento e oferece previsibilidade, cria um ambiente de negócios mais confiável. Isso fortalece a competitividade do Espírito Santo, contribui para a atração de novos empreendimentos e amplia as oportunidades de desenvolvimento, emprego e renda”, afirmou.

Destaque também em competitividade e infraestrutura

Além da liderança em Solidez Fiscal, o Espírito Santo alcançou a quinta colocação no Ranking Geral de Competitividade dos Estados 2026, avançando duas posições em relação ao ano anterior. O resultado considera o desempenho das 27 unidades da Federação em dez pilares temáticos, que reúnem 100 indicadores relacionados a áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social. Outro destaque foi a segunda colocação nacional no pilar Infraestrutura, que avalia aspectos como acesso e qualidade dos serviços de energia elétrica, telecomunicações, saneamento e transportes.

Criado em 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados busca avaliar a capacidade dos governos estaduais de promover o bem-estar da população e criar condições favoráveis ao desenvolvimento sustentável. Os resultados de 2026 reforçam a posição do Espírito Santo entre os estados com melhor desempenho na gestão das finanças públicas, evidenciando a importância do planejamento, da transparência e da responsabilidade fiscal para a manutenção dos investimentos e a continuidade das políticas públicas.

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